quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Os Florais de Bach no Amor


    
Iniciemos fazendo uma analogia da evolução com um bebê, que tem todo seu interesse autocentrado. Seus desejos limitam-se ao conforto, alimento e calor.Avançando nesse tempo passamos a desejar o poder. Continuamos voltados para nós mesmos, desejando nosso próprio benefício e a realização das ambições materiais.

Crescendo, vem o desejo de servir aos outros, iniciando-se aí nossa batalha. Afinal, para tal, precisamos transformar o ego em abnegação, a separação em unidades por meio das virtudes. Devemos sair do egoísmo infantil servindo a humanidade. Mas o ego reluta prendendo-se a couraças que afastam a alma de sua natureza original.
  
Em sua filosofia, o Dr. Edward Bach refere-se à ambição e à idolatria como causas das doenças. A ambição por querer possuir todo e todos, por influenciar o outro, e a idolatria por adorarmos um outro mortal a ponto de nos deixarmos influenciar por ele.

A doença “é o resultado da interferência no outro e em nossa vida”. Seria ela o orgulho, a crueldade, o amor próprio, a ignorância etc. Tudo que nos afasta do outro e, por conseqüência, do amor.

A falta de individualidade gera doença, pois não ouvimos os ditames de nossa  alma.
Permitimos que interfiram em nosso propósito de vida e implantem em nossas mentes a dúvida, o medo e a indiferença.
 
A doença aconteceria por dois erros fundamentais: falhar em honrar e obedecer aos ditames da alma e agir contra a unidade. No primeiro, é a dissociação entre a personalidade e a alma, e no segundo, é a crueldade ou erro para com os outros.
   
Concluindo este pensamento  inicial, a doença seria cruel por ser a penalidade imposta ao mau pensamento e a má ação, que resultam em erro para com os outros ou para consigo próprio.
 
 As flores de Bach, com suas propriedades específicas de cura  auxiliariam a alma no resgate do amor pessoal. Amor que nos libertaria do desejo de dominar o outro ou de se deixar influenciar. Amor que possibilitaria a individualidade ouvir sua alma.  Só seremos capazes de encontrar uma outra alma se permitirmos verdadeiramente ouvir a nossa.

O autoconhecimento é, de forma interessante, o caminho para amar o outro. É o amor o grande resultado da autodescoberta. Não falamos de posse, domínio ou submissão. Falamos do respeito a individualidade do outro, a partir da nossa própria. Talvez não falemos de alma gêmea, mas de almas inteiras, livres e capazes de viver sua individualidade e seu amor.

Deixemos que as flores de Bach desabrochem em nossa alma o desejo de ser uma individualidade capaz de respeitar e libertar a individualidade do outro.
Isto é o amor!

                                                               Por:  Noelly Heredia & Fátima Rodrigues                                                                                                      


Nenhum comentário:

Postar um comentário